Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A Organização das Nações Unidas (ONU) está incentivando internautas a participar hoje (30) de uma campanha sobre a Rio+20. A ideia é mobilizar os cidadãos acerca das discussões da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorrerá no Rio entre os dias 13 e 22 de junho, a fim de garantir resultados mais concretos para o evento.

A ONU pede que os internautas usem as redes sociais, como o Twitter e o Facebook, para amplificar as mensagens da conferência. No Twitter, os usuários poderão mandar mensagens para a ONU, usando as palavras-chave #RioMais20, #FutureWeWant e #eusounos. As melhores mensagens serão divulgadas pelas Nações Unidas.

No Facebook, espera-se que os internautas compartilhem os vídeos e as fotos da campanha, que podem ser encontrados no endereço eletrônico http://on.fb.me/MUdqsj. A campanha também será veiculada pelo Google+ (http://gplus.to/ONUBrasil) e pelo Youtube (http://www.youtube.com/unicrio).

Edição: Talita Cavalcante

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-05-30/onu-quer-que-internautas-participem-hoje-de-campanha-sobre-rio20

Tenho a impressão de que o tempo é curto. Cogito a hipótese de ter um foco. Um método. Todavia, tenho a percepção de quanto mais universal for o conhecimento, mais transversal, isso é lógico, será o meu argumento e minha construção de idéias.

Não tenho sido historicista, nem legalista em meus argumentos e discussões. Todavia, ora sinto falta dos argumentos filosóficos e ora sinto falta dos argumentos históricos. Apresento-me como vítima do logicismo acadêmico. Onde há demasiado espaço para citações e onde os avanços se dão bastante no campo da revisão e pouco no campo da criação.

Vivo numa espécie de masturbação intelectual. Onde tudo que quero é ter prazer. Esse [para academia] está presente tanto na introdução e no desenvolvimento, quanto na conclusão. Todavia, a pouca carga bibliográfica que tenho e a ideia de que é grande a carga de conhecimento, bem como, é prudente que haja bastante diálogo e reflexão sobre qualquer tema – antes de um estudo ser publicado – fazem com que eu me sinta infantil no campo acadêmico.

À medida que o conhecimento acerca de algumas temáticas avança, mais eu olho para o passado e para minhas experiências e percebo o quanto fui ingênuo. Ainda que tenha sido coerente [pois a coerência é função da racionalidade], sinto a leve sensação de que estou na infância intelectual. Quanto a coerência, ela é função da racionalidade, não do discurso.

E por quê eu me sinto na infância intelectual?

- Há tempos abandonei o discurso ferrenho de esquerda e passei a fazer análises pouco ruptórias em função de certa comoção com a conjuntura, não com o capital. E eu não sei, mas penso, que a sensibilização do sujeito que atua de forma multidimensional, é precondição para fazer justiça acadêmica e social a partir de suas observações. Acontece, que me parece que quanto mais ruptório eu tento ser, mais tradicional é meu comportamento. [Alguém se sente assim também?]

Começo a pensar que o modo tradicional, antes de ser um defeito, é uma virtude do ser que sabe agir. Talvez, ser tradicional não seja um defeito. Mas sim um método. Uma estratégia. Uma tática. Uma praxi. Mas quanto mais tradicional o tradicional é, mais me parece que ele corre o risco de ser refém de sua tática, que se dá no campo dos processos diários, e me angustia pensar que pelo fato de que as chances de adaptação do ser humano às adversidades são tão grandes, que ele pode passar a encarar seu tradicionalismo como sinônimo de desenvolvimento. 

Todavia, a presunção de legitimidade advinda, ora do poder, e ora do conhecimento, permitiu a aceitação pacífica, em boa parte da sociedade, de dois fenômenos:

1. O ser humano passou a aceitar-se como camundongo de laboratório.

[Nos laboratórios, os camundongos são utilizados como cobaias que servem como objetos de destes nos quais experiências clínicas - em nosso caso, são experiências acerca dos limites sociais - são feitas].

2. O DNA dos vírus sociais foi incorporado ao DNA do ser humano. Logo, tal fenômeno torna precoce e permanente o uso do verbo decepcionar.

Mas enfim…

A infância intelectual deve ser somente parte da etapa na qual estou vivendo e na qual breve me tornarei adulto. O que faz, com que em alguns instantes, brevemente eu me torne um ser ingênuo [na próxima área que eu decidir pontualmente aprender e refletir].

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Paulo Virgilio
Repórter da Agência Brasil

Em comemoração aos seus 112 anos, completados nesta sexta-feira, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou hoje (25) o livro Saúde no Brasil em 2030 – Diretrizes para Prospecção Estratégica do Sistema de Saúde Brasileiro. A publicação é resultado de um projeto conduzido pela Fiocruz com a cooperação técnica da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República e da participação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

São textos de 30 especialistas que analisam sobre futuros prováveis para a saúde em 2030, quando o país terá um incremento significativo de sua população idosa – mais de 40 milhões de pessoas com idade superior a 60 anos -, dado que vai obrigar a um redesenho do atual modelo assistencial em saúde. “Isso vai implicar mais gastos, porque a população mais idosa consome mais serviços de saúde e, portanto, teremos que estabelecer alternativas para esse financiamento”, diz o médico José Noronha, pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (Icict) da Fiocruz.

As necessidades em recursos humanos para o cenário previsível da saúde em 2030 também são abordadas no livro. “O idoso requer cuidados multidisciplinares, novas formas de atendimento, como o cuidado domiciliar, cuidados prolongados e paliativos, como no caso dos pacientes de câncer”, disse. Para o pesquisador, a prospecção feita pelo livro é importante para a formulação de políticas públicas para o setor, “já que temos hoje fatores que propiciam um sistema de saúde mais equitativo, mas também aspectos negativos que comprometem essa equidade”.

Segundo José Noronha, a importância econômica do setor de saúde, que hoje corresponde a 8,8% do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega cerca de 5 milhões de pessoas, também é abordada no livro. A obra, disponível em versão impressa, está dividida em seis partes: Desenvolvimento, Estado e Políticas de Saúde; População e Perfil Sanitário; Organização e Gestão do Sistema de Saúde; Força de Trabalho em Saúde; Estrutura do Financiamento e do Gasto Setorial e Desenvolvimento Produtivo e Complexo de Saúde.

Edição: Fábio Massalli

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-05-25/fiocruz-lanca-livro-sobre-perspectivas-para-saude-no-brasil-em-2030

os momentos em que:

Posted: 05/27/2012 in Uncategorized

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enquanto alguns pensam em ser parte da vida do outro,

outros pensam em ganhar um abraço pela manhã da pessoa desejada.

enquanto uns querem ter mais produtividade,

outros perguntam-se para que(m) serve tudo àquilo.

enquanto alguns tem o modelo do ano,

outros vivem os momentos dos sonhos.

enquanto uns sentem fome,

outros alegam infelicidade.

enquanto alguns tentam reaproveitar,

outros jogam fora a chance de ser feliz.

enquanto uns tem objetivos,

outros não tem planos.

enquanto alguns tem planos,

outros tem poder.

enquanto alguns são racionais,

outros são utópicos e lutadores.

enquanto uns lutam,

outros fogem, gritam e dormem.

enquanto alguns dormem,

o mundo, só o mundo, gira.

enquanto alguns vivem sem sentido,

outros evitam sentir o que teimam em viver.

enquanto um desfruta,

o outro trabalha.

enquanto um engorda,

o outro malha.

enquanto um tem ciumes,

o outro tem medo.

enquanto um é inseguro,

o outro é inocente.

enquanto um é afetivo,

o outro é amável, do seu jeito.

enquanto um paga impostos,

o outro ganha bolsa.

enquanto o tempo passa,

a estrutura se forma.

O processo de desenvolvimento requer do sujeito a enumeração de objetivos a serem alcançados.

O processo de desenvolvimento requer a elaboração de planos, conceitos, um organograma. Um caminho a ser percorrido, uma trilha.

Vamos para ela?

A sociedade espera de nós.

To indo. Quem vem com vitalidadeeruptura?

Há dias operações mentais perturbam meus movimentos e meu viver.

Entre um passa-tempo e outro, entre um compromisso e o lazer eu alterno minha atenção entre o que faço e o que se passa dentro da minha mente.

Operações mentais à parte, o que vejo é o todo sendo árbitro do meu dia-a-dia. Como se minha rotina não fosse mais minha, mas sim dos objetivos que a coerção social transferiu.

Já não distinguo mais o que é concreto e o que é abstrato. Tudo parece tão material e ao mesmo tempo pouco palpável.

Deixo facilmente de lado meus planos de mudar o mundo em função das dificuldades que esse apresenta, para conseguir, e quem sabe conseguir, viver em paz. Mas a paz não existe. O que existe são operações, materiais ou abstratas, superiores ou inferiores, curtas ou longas, individuais ou coletivas, verdadeiras ou falsas. Mas o fato, é que todas eu enxergo, todas intimidam, todas exigem um plano, uma estratégia e uma tática. Pois tudo, me parece, deve ser governado. Caso contrário, corremos o risco de não evoluir em função da ausência da revolução.

O fato é que a minha exclusividade para resolutividade, que até pouco tempo atrás permitia a auto-titulação de revolucionário, tem me colocado sempre em disponibilidade relativa.

Que fase é essa deste mundo? Que sistema é este que não posso chamar de industrial, e se for, é produtor de infelicidades, e não de sonhos?

Onde está minha capacidade de importar sonhos? Para onde o suposto conhecimento sobre o mundo e minhas análises estão me levando?

Quais são meus objetivos?

Quais são os meus planos?

A verdade

Posted: 05/27/2012 in Uncategorized

A verdade é um ponto de vista. Uma versão dos fatos. Uma revisão sobre as conclusões. Um comportamento inédito, uma parte do tudo. Uma verdade é o que ocorre na mente. A verdade é a cadeia de sensações. Tal cadeia pode estender-se. Ou pode ser breve, de alto nível ou humilde, sem demonstrações, pode ser simples.

A verdade, é e sempre será a produção de fatos sociais que compõe um sistema. A verdade, por si só, é significativa. Todavia, nem tudo que é verdade pode ocorrer. Mas existe. Insistentemente existe. Existe e perturba dado seu tamanho, sua significação.

A verdade é evidente, mas nem sempre se realiza. Afinal, muita coisa ocorre e às vezes a função da verdade é apenas informativa. Não deve ser ilusória. E nada. Nada mesmo, tira das palavras o peso de seus significados. Outra coisa, é que, independente dos acontecimentos, as palavras sempre serão ditas ou afirmadas, em função da carga de significados, valores, crenças e sentimentos que elas representam.

O que ocorre, é que a realidade não é estática. Pois nela ocorrem diversas transações mentais, especulativas, valorativas e isso faz o cenário mudar. Mas a verdade, as afirmações, sempre serão verdades e sempre que possível, deve ser dita. Não para enganar, mas sim para reconhecer o que é bom, o que é ruim, o que é maravilhoso, o que é atraente e o que reside, mesmo que não seja demonstrado.

Após levantar às 7:40 da manhã, em pleno sábado, tomei uns copo de leite, comi duas banana, um pão, tomei mais uns copo d’agua, li umas página de revista, depois me fui pra redenção correr com os portoalegrenses e simpatizantes.

Em troca de informações importantes para repassar à polícia, o traficante Nem está exigindo que o seu julgamento seja feito pelo Conselho de Ética do Senado Federal. Os senadores ainda não responderam se poderão aceitar e julgar o colega Nem, que mesmo não sendo político, também atua na ilegalidade e já cometeu crimes hediondos.

Se o traficante Nem for julgado pelo Conselho de Ética do Senado, sua chance de ser absolvido pelos crimes cometidos é de 102,56%, segundo um especialista em Direito Criminal.

Traficante passará informações importantes à polícia se for julgado pelo Conselho de Ética do Senado

E o social que eu tanto me refiro, é, a partir de hoje um conjunto de variáveis heterogêneas que nascem, se desenvolvem assimetricamente, sentem prazer, enlouquecem – como eu – e envelhecem. Ah, é claro. Morrem, mas eu não :)

Falando em prazer, alguém me convida para ir ao cinema, mas sem me avisar que leu no blog a sugestão?

Outra coisa, eu to carente ou to ficando louco? Ou quando se descobre um monte de coisa, e principalmente, quando se perde a convicção de que o mundo não vai mudar e que o mundo, na verdade, é para ciência mais um conjunto de variáveis que qualquer calculadora científica consegue encontrar seu coeficiente de atrito, por exemplo, é possível e normal ficar assim?

Vou dar uma corrida na redenção… Alguém que goste de sambas quer ir comigo?